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Quantas vezes se encontra na situação de querer fazer um programa com as crianças, e parece não haver nada de novo nesta nossa cidade? Cultura e diversão sem limites não falta em Lisboa, por vezes não temos um acesso fácil e direto aos cartazes. Por essa razão a Up to Lisbon pretende divulgar os acontecimentos que nos andam a passar ao lado. Todas as semanas faremos uma viagem pelos eventos, actividades, workshops, exposições e tudo o que nos der na gana partilhar se considerarmos que vale a pena visitar! Partilhe também a sua experiencia!
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7 segredos para criar crianças mais felizes.

Todos os pais sabem o que querem para os filhos. Ou pelo menos assumem que sabem e acreditam que estão a educá-los e, prepará-los para o futuro de forma a atingirem os objectivos planeados. Mas já pensou verdadeiramente nesta questão?

Não assuma que sabe a resposta. Faça um exercício simples, passe um dia a pensar na pergunta: O que é que eu realmente quero para os meus filhos?
Há dias que queremos apenas que arrumem os quartos, façam os trabalhos de casa, e que durmam uma boa noite de sono. Noutros, delineamos planos bem definidos e começamos a construir o que consideramos ser os primeiros alicerces dos seus castelos.

Mas a verdade é que a resposta é simples, e unânime: o que todos queremos é que os nossos filhos sejam felizes, agora e sempre.

A felicidade é o bem mais procurado do mundo, e não se alcança nem se compra. A felicidade cria-se.
Aqui estão 8 dicas que, aplicadas com paciência e flexibilidade, vão ajudá-lo a traçar o caminho para a felicidade do seu filho:

1. Seja “O” exemplo a seguir
A melhor maneira de ensinar o caminho da felicidade ao seu filho, é mostrar-lhe que é uma pessoa feliz. Ele vai-se tornar na pessoa que vê: as crianças aprendem por observação e imitação, e não fazem aquilo que lhes dizemos, mas sim aquilo que fazemos.  Daí a expressão “Pais felizes, crianças felizes”.

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2. Ofereça-lhe tempo
Para os nossos filhos o sinónimo de felicidade somos nós, os pais. Ofereça-lhe o seu tempo e brinque com ele. Passarem tempo de qualidade juntos vai ajudá-lo a desenvolver autoestima e a confiança. Vão criar laços que se tornarão nas memórias mais ricas do seu filho, e também nas suas.

Os adolescentes, por outro lado, querem coisas: dê-lhes tempo na mesma. Eles não sabem, mas é o que precisam.

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3. Ensine-o a ser grato
Dizer obrigado, é mais do que se bem-educado. É ser grato pelo que temos. Podemos ajudá-los a ver o copo meio cheio em vez de meio vazio. Ensine-os a serem felizes com o que têm, em vez de ficarem tristes com o que não têm.

4. Deixe-o desenvolver os seus talentos sozinho
As pessoas felizes dominam uma habilidade. Ao dar as primeiras pedaladas na bicicleta, o seu filho aprende a cair e levantar-se tantas vezes que chega a ficar frustrado, isso vai ensinar-lhe a ser persistente e a ter força de vontade. Quando finalmente conseguir andar de bicicleta, vai sentir o sabor da vitória, fruto dos seus próprios esforços.

Ninguém é feliz todos os minutos da sua vida. As crianças precisam de aprender a tolerar a angústia e a infelicidade. O nosso papel é ensiná-los a caminhar, e não carrega-los ao colo o resto da vida.

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5. Deixe-o fazer escolhas
As crianças têm muito pouco controle sobre suas vidas. Nós decidimos tudo para o seu dia a dia, muitas vezes sem questionar quais seriam as suas escolhas. O poder de escolha ajuda-os a construir o caminho até à felicidade. Deixe-o escolher a roupa, ou o menu de jantar uma noite por semana. Dê-lhe a oportunidade de tomar pequenas decisões. A sensação de controle vai fazê-lo feliz.

6. Diga “não”
O mundo vai fechar muitas portas na cara do seu filho. Mais do que possa imaginar. Se quer que ele seja feliz, habitue-o a ouvir “não” quando está em casa rodeado de pessoas que o amam.
E o resto do mundo agradece por não ter de lidar com a birra “disseram-me não pela primeira vez” do seu filho.

7. Deixe-o exprimir emoções
É importante permitir que o seu filho seja infeliz de vez em quando. As crianças precisam saber que não há problema em estar triste, e que às vezes, faz parte da vida. Ajude-o a exteriorizar e reconhecer os seus sentimentos. Eles precisam de sentir o nosso apoio nessas alturas. Abrace-o, ele vai sentir que o compreende.

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8. Ame o seu filho incondicionalmente
As crianças fazem asneiras. O seu filho está aos saltos, no sofá e já o mandou parar várias vezes. Ele continua, até que o pai ou a mãe se zangam à séria e gritam o ultimato “É a última vez que aviso…” Ele pára de saltar e começa a chorar. As crianças aprendem através da experimentação/erro, e eles precisam de correr riscos. Mostre-lhe que há consequências, mas que os pais o amam na mesma.

Tornam-se crianças mais seguras e confiantes e aprendem que as pessoas erram, mas há sempre uma oportunidade para corrigir os erros. Porque “errar é humano”.

Quando as crianças sabem que os pais estão SEMPRE ao seu lado, para o melhor e para o pior, tornam-se crianças mais felizes.

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fontes ideia geral texto aqui, dicas aqui e aqui

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Spooner Board & Up To Lisbon Kids | Photo Contest

Entre chuva e vento, haverá melhor coisa do que um passatempo?

A Up To Lisbon Kids juntou-se à Spooner e até ao próximo Domingo, dia 16 de Fevereiro , vamos ter um passatempo a decorrer na página de Facebook da Spooner. E para ganhar uma fantástica Spooner Pro, na cor que quiser, basta escolher o melhor Spot de Lisboa para se divertir com a sua Spooner (é perfeita para deslizar na relva, areia, treinar manobras no asfalto ou em casa), tira uma fotografia (com ou sem crianças), fazer o upload na aplicação na página da Spooner e por TODA a gente a votar. A fotografia com mais votos às 20:00 de Domingo dia 16 ganha uma Spooner no valor de 55,50€! O grande vencedor descobre-se aqui, na  Up To Lisbon Kids!

Link para a página da Spooner aqui
Link para o passatempo dentro da página da Spooner aqui

Veja o post sobre as 

Spooner Boards

E não se esqueça, junte-se à Up To Lisbon Kids no FB aqui ou na janela do lado esquerdo da página.

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Dra. Rita Sousa Tavares

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RITA SOUSA TAVARES, 38 anos, Torres Vedras

Sou Mãe e Médica Dentista com prática Clínica na área da Família e especializada em Grávidas, Bebés e Crianças. Além da Clínica Privada, estou activamente presente, desde a fundação, na Clínica da Associação de Beneficência para a Saúde Oral Torreense (ASOT, Torres Vedras, 2002) trabalhando com toda a população.

Deparei-me com a falta de informação e apoio à grávida e ao seu bebé assim iniciei esta consulta na OralPrime.

A convite da Inês, aceitei esta colaboração para desmistificar e embelezar todos os sorrisos dos Up to Lisbon Kids.

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Dentes de leite | Sorrisos bonitos e saudáveis. O que fazer para prevenir Cáries Dentárias?

De todos os mitos existentes o mais prejudicial é o de iniciar a escovagem tardiamente. É bem mais fácil iniciar antes do nascimento do 1º dente. Os bebés sentem-se seguros com as suas Mães e deixam-na mexer na boca. Se a Mãe o fizer diariamente, por rotina, quando o primeiro dente nascer a Mãe notará os benefícios: o bebé ficará mais confortável porque a Mãe massaja, por outro lado, a Mãe não leva uma trincadela e o dente terá a higiene adequada desde o início.
A remoção da placa bacteriana, por si só, é o melhor que pode fazer ao seu filho, seja de que forma for, com compressa humedecida ou com escova ou dedeira, mesmo sem pasta.

Porque a placa bacteriana é a principal causa da cárie dentária, e a única forma de a eliminar é a escovagem, aconselho desde a erupção do 1º dente a higiene diária.

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1. Existência de placa bacteriana nos 2 incisivos inferiores junto da gengiva

Para a formação de Placa Bacteriana basta alimentarmo-nos.
Outro mito existente é que o leite materno não provoca cáries. Todos os alimentos podem provocar cáries. Existem hábitos como a alimentação nocturna que agravam a predisposição à cárie.
Nestes casos, o uso de chucha pode retardar o início da cárie. Se o bebé chuchar activamente, produz saliva e remove os restos de leite que ficariam parados junto aos dentes a desmineralizá-los.

Estas cáries muito frequentes, antes dos 3 anos de idade, chamam-se cáries precoces/cáries de biberão e devem ser tratadas ou “estagnadas”.

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2. Cárie precoce nos incisivos centrais junto à gengiva e dentes incisivos laterais com grande desmineralização
(manchas branco-leitoso)

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O Espelho da nossa sociedade

Agressões nos iniciados | Jornal a Bola | 05.02.2014 | vídeo aqui

Para aqueles que não estão familiarizados com o fenómeno do futebol juvenil, convém esclarecer que um jogador iniciado é um miúdo com idade nunca superior a quinze anos de idade.

Por outro lado sensivelmente a partir de 2013, foi introduzida no nosso ordenamento jurídico, legislação que afasta a obrigatoriedade da presença policial nos jogos destes escalões.

O legislador certamente não costuma assistir a estes jogos e certamente não sabe ou nem desconfia que existe um reiterado e notório mau ambiente nestas partidas de futebol em consequência de acções dos próprios familiares dos atletas, que gritam, insultam e muitas vezes tornam-se intervenientes em tristes casos de agressões e tumultos.

Além disso, por vezes são os próprios pais dos atletas que, de forma sub-reptícia ou não, instigam os miúdos a serem agressivos em excesso, transmitindo aos seus filhos o seu próprio exacerbado e inusitado entusiasmo, geralmente com consequências nefastas.

Também é verdade, que o futebol é conhecido desde tempos imemoriais, como um desporto de inverno e para homens, mas, não há duvida que o que antes era reflexo de falta de instrução dos filhos e dos pais, hoje em dia descambou para uma violência cada vez mais  gratuita e sem sentido, que não escolhe graus de instrução ou estratos sociais.

Conforme é sabido por este escriba ao Vosso dispor, a origem da tripla agressão deste miúdo proveio certamente duma referência verbal feita pelo agredido ao agressor, mas não podemos deixar de pensar, apenas olhando para as imagens, que é um espelho da sociedade triste e muito perigosa em que actualmente vivemos.

RMPC, para Up To Lisbon Kids

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Recolha de sangue para possíveis dadores de medula óssea

Recolha de sangue para possíveis dadores de medula óssea ● 11 Fev ’14  ● TERÇA-FEIRA ●  das 8h00 às 16h00 ● @ Hospital Egas Moniz ●

Imagine que o seu filho precisa de um transplante de medula óssea, e a única coisa que você pode fazer é tentar convencer as pessoas que conhece a fazerem uma recolha de sangue, para verificar se são compatíveis e encontrar, deste modo, um potencial dador para salvar a vida do seu filho.

Nenhuma das pessoas que você conhece é compatível com o seu filho.

Então, utiliza todos os meios de comunicação ao seu alcançe para convencer o maior número de estranhos a doar uma amostra de sangue para saber se são ou não compatíveis com o seu filho. O tempo está contra si. E não consegue perceber como é que, sabendo que o seu filho pode estar em risco de vida, as pessoas ignoram as suas mensagem e apelos, e continuam todos os dias no mesmo ciclo, a ir trabalhar como se nada se passasse, e você, sem poder fazer nada.

Mas agora pode. Pode inverter o ciclo. Se tem a sorte de não ser a pessoa desesperada à procura de ajuda, seja o potencial salvador da vida de outra pessoa. Tente ajudar. Você não tem nada a perder.

Requisitos:

  • Idade compreendida entre os 18 e os 45 anos
  • Peso igual ou superior a 50 kg, e altura igual ou superior a 1,50m
  • Não terem recebido transfusões de sangue desde 1980
  • Não serem portadores de doenças crónicas ou auto-imunes
  • Fazer-se acompanhar da respectiva identificação (BI ou CC)

A brigada é constituída por dois momentos realizados em simultâneo: a inscrição – que requer o preenchimento de um formulário, e a colheita de um tubo de sangue, não sendo necessário estar em jejum.

Se for identificado como possível dador será contactado e serão feitos outros exames laboratoriais de compatibilidade. Existem dois processos de colheita:

  • Colheita de células progenitoras do sangue periférico: o sangue vindo da veia do dador circula através de um aparelho chamado separador celular que recolhe, apenas, as células necessárias para o transplante, devolvendo as restantes ao dador;
  • Colheita de medula óssea: as células progenitoras do interior dos ossos pélvicos são colhidas directamente, pelo que se requer uma breve anestesia e 24 horas de hospitalização.

O dador poderá optar pela forma de colheita e a cada etapa deste processo ser-lhe-á dada informação sobre o que se irá passar.

Para muitos doentes o transplante de medula óssea é a única esperança de vida.

Ser Solidário é um ato de altruísmo.

CONTAMOS CONSIGO PARA PARTICIPAR COMO POTENCIAL DADOR DE MEDULA ÓSSEA

NÃO PODEREI SER DADOR SE:
- Idade inferior a 18 anos ou superior a 45 anos
- Altura inferior a 1,50m
- Peso inferior a 50kg
- Obesidade (Índice de Massa Corporal > 40), mesmo nos casos de colocação de
Banda ou Bypass Gástrico
- Patologia Cardíaca
- Hepatite B ou C, alguma vez na vida
- Doença Oncológica
- Transfusão de sangue depois de 1980
- Doença Auto-imune
- Patologia da Tiróide
- Diabetes
- Anemia Crónica
- Hérnia Discal
- Artrite Reumatóide
- Fibromialgia
- Glaucoma
- Epilépsia
- Não compreender a língua portuguesa tanto na sua forma oral como escrita
- Não tiver residência estabelecida em Portugal

Sabia que há doenças como as leucemias e outros tipos de linfomas, entre outras, que podem ser curadas através de um transplante de medula óssea? Sabia que estes doentes só têm 25% de hipóteses de terem um irmão compatível, e que a hipótese de encontrarem um dador compatível não aparentado é de 1/10000?

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3 coisas que as mães precisam de partilhar com as filhas e por vezes não se apercebem

O Dia dos Namorados aproxima-se e as borboletas começam a bater as asas nas barrigas dos apaixonados. Os futuros problemas amorosos da sua filha ainda não são um tema que lhe tire horas de sono. Por ora, gosta de fazer pinturas com as mãos na mesa da cozinha na companhia da mãe, enquanto prepara o jantar, ou resolver exercícios de matemática com os trocos dos cromos que compraram juntas.

Mas a sua filha, aliás, as nossas filhas vão crescer e vão querer uma vida amorosa feliz, à semelhança do que veem nos contos de fadas.

Os pais, nunca estão preparados para falar sobre sexualidade com as filhas. Acham sempre que é demasiado cedo, mas a verdade é que elas já estão a ser “formatadas” nesse sentido. Todos os dias recebem mensagem mais ou menos directas sobre a sexualidades e/ou o corpo feminino. São essas mensagens que irão influenciar, sem que os pais se apercebam, a adolescente e a mulher em que ela irá se tornar.

Na capa de uma revista aparece uma fotografia de uma mulher seminua, numa pose artificial com uma expressão facial que transmite noções erradas de sexualidade às nossas filhas. É importante que percebam que grande parte da publicidade representa uma imagem do ideal “feminino”, e não da realidade.

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O mesmo acontece quando uma criança está a cantar e a dançar músicas pelo prazer da melodia e diversão sem se aperceber dos seus atos “ Ai se eu te pego, ai ai seu te pego” (acompanhado da respectiva coreografia).

Cada uma destas mensagens é como uma bola de neve que vai crescendo, e quando dermos por isso as nossas filhas estão atoladas de informação que achamos não ser apropriada para as suas idades, e pior, é que pensamos que elas ainda não estão “nessa” fase.

As nossas filhas, além de lidarem com a pressão social e cultural, por vezes sentem a ausência de uma boa conversa, o que pode levar à ignorância e insegurança sobre seus corpos. Esta incerteza vai aumentar durante a infância e adolescência, culminando com problemas de autoestima que se irão refletir nas suas vidas pessoais e amorosas.

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Enquanto crianças, as dúvidas e curiosidades das nossas filhas prendem-se a questões tais como: “O que eu serei quando for grande? “ ou “Como é que eu serei quando for grande”.
A partir da pré-adolescência, as suas dúvidas serão mais complexas e abrangentes.

Embora não acredite, estas serão algumas das perguntas que a sua filha fará a si própria:

- Serei magra o suficiente para gostarem de mim?
- Estou bonita o suficiente para gostarem de mim ?
- Estou sexy o suficiente para ser gostarem de mim?
- O meu peito é grande o suficiente para gostarem de mim?
- Os meus lábios são cor-de-rosa o suficiente e têm a forma correta — gostarem de mim?
- Se eu enviar  uma fotografia minha numa pose sexy ao rapaz popular da escola, vão gostar mais de mim?

Para preparar a sua filha para resistir a estas pressões, precisa de ajudá-la a definir-se como uma pessoa confiante, com autoestima e que se respeite enquanto pessoa. Este será meio caminho andado para que cresça a sentir-se segura como adolescente e como mulher.

www.bbel.com.br

Aqui ficam três conceitos que a sua filha precisa que a Mãe lhe transmita:

1. Precisa de informações sobre o seu corpo.

Não podemos desenvolver a confiança real sem conhecimento de nós próprios, por isso é muito importante que ensine a sua filha a chamar as coisas pelo nome. Chama-se anatomia, e vamos ensinando ao longo do crescimento. Se ela tem idade suficiente para saber o que o lóbulo da orelha é, então tem idade suficiente para saber o que é a vagina.

Se quer que a sua filha se sinta segura o suficiente, para lhe fazer perguntas, quando despertar para a sexualidade, é aqui que tudo começa.
Explique-lhe o nome de cada coisa com naturalidade, assim ficará tudo arrumadinho na sua cabeça e será mais fácil ter a abertura desejada para colocar as questões pretendidas quando estas surgirem.
Se começar apenas durante a adolescência, a sua filha ficará constrangida e não irá falar consigo sobre essas questões: o que significa que o fará com outra pessoa.

2. Precisa de aprender a respeitar o seu corpo e suas capacidades.

Com esta idade as crianças adotam como padrão a seguir os progenitores. Neste caso, as raparigas seguem o exemplo leal do que observam das mães.   Se a mãe não respeita o seu próprio corpo, também ela não respeitará o dela. Evite fazer criticas à parte física das mulheres, inclusive à sua. Não goze com mulheres obesas ou com qualquer outro problema físico. Se fizer dieta ou exercício físico, transmita-lhe que o faz para ser saudável, não tanto para alcançar um ideal estético, embora seja importante que se sinta confortável com sua aparência. Faça reforços positivos às capacidades interiores, à força de vontade, ao optimismo, e ao intelecto.

3. Precisa saber que pode conversar sobre qualquer coisa com a MÃE.

A maior parte das mulheres inconscientemente cria um vazio de conversação entre mãe e filha quando o assunto é a sexualidade. Originalmente porque as mães acham que a filha ainda é muito nova para falar sobre o tema, e depois porque as filhas acham que a mãe nunca iria aguentar ou lidar com o assunto. Que assuntos escondem as adolescentes e as jovens mulheres das próprias mães? Estudos revelam que as raparigas na adolescência falam com os psicólogos sobre orientação sexual, abusos, abortos, relações amorosas, ou mais tarde, problemas nos seus casamentos. Quer que a sua filha passe por isto sozinha, ou com a mãe ao seu lado?

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Para  um diálogo de partilha com a sua filha terá que a conquistar, construindo uma relações sólida e baseada na confiança. Será um privilégio acompanhá-la e educá-la durante o seu crescimento, ao longo de toda a sua vida.

Porque o que a sua filha precisa é da sua MÃE.

fonte huffingtonpost

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Lego: O Filme

ESTREIA ● 27 Fev’14 ● QUINTA-FEIRA ● EUA  ● 2014 ● M6 ● Animação, Ação, Comédia ● 100′ ● Warner Bros ●

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Lego: O Filme, é a primeira longa-metragem criada apenas com o uso do bonecos da marca.

É impossível ficar indiferente a este filme que nos insere num mundo real do faz de conta, onde os nossos super-heróis preferidos aparecem na pele dos bonecos coloridos, da nossa marca de referencia de infância,  Lego.

O filme é uma animação 3D produzido pela Warner Bros, e realizado por Phil Lord e Christopher Miller, de Chovem almondegas, e conta com as vozes de Morgan Freeman, Alison Brie, Will Ferrell ou Elizabeth Banks.

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SINÓPSE
Emmet (Chris Pratt) é um Lego comum, até o dia em que é confundido com o Master Builder, o grande criador do mundo de brinquedos. Compete-lhe a tarefa de derrotar um perigoso vilão que pretende colar todas as peças existentes neste mundo.

Mas Emmet não tem quaisquer poderes, e por isso precisará da ajuda de alguns heróis de verdade, como Batman,  Super-Homem, Mulher Maravilha e Lanterna Verde.

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Ver Trailer aqui

FICHA TÉCNICA
Realização | Chris Miller e Phil Lord
Vozes | Channing Tatum, Chris Pratt, Cobie Smulders, Elizabeth Banks,Jonah Hill e Morgan Freeman

Página oficial do FB Lego: O Filme aqui

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A influência dos media na formação da criança

Os nossos filhos são diariamente bombardeados com truques de marketing que os manipulam a favor do desenvolvimento de uma sociedade de consumo. Os publicitários, tentam cativá-los desde crianças, de forma a ganhar a sua lealdade vitalícia para com as marcas incentivando o consumo. Através da televisão, da internet, dos cartazes que os acompanham no caminho até à escola, ou dos folhetos promocionais que nos entram pela caixa do correio sem pedir licença, as crianças vão tendo cada vez mais precocemente, o acesso a mais e mais informação.

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Como se desenvolveu tanto o consumo das crianças? Clique para ver o video

A televisão desenvolve a aprendizagem e abre os horizontes do conhecimento à criança. Mas qual a percentagem dos programas a que assistem que são efectivamente produtivos?

Segundo Martin Lindsort, um dos maiores Gurus do Branding e do Marketing, as crianças com menos de 3 anos de idade assistem em média a 40 mil anúncios de televisão por ano, e aos seis meses de idade já conseguem formar imagens mentais de logotipos. É com base nestes estudos que as agencias trabalham as cabeças dos nossos filhos.
No entanto, a maioria dos pais não sabe até que ponto as crianças nesta idade captam as mensagens subtis acerca das marcas e produtos que fazem ou irão fazer parte do seu ambiente. A cultura saturada de informação a que as crianças são expostas, pode e vai alterar o seu carácter ao longo do crescimento. Neste desenvolvimento, as crianças:

Querem ter - Tudo o que veem pois vivem na ilusão, que lhes é diariamente vendida, de que precisam daquele artigo/brinquedo, para serem felizes – tal como as crianças que viram na publicidade. Normalmente, depois de receberem esse brinquedo, começam a pedir outro; porque na realidade não precisavam sequer do primeiro;

Querem ser -  o que não são. Influenciadas por um mundo de consumo, acreditam que os amigos irão gostar mais delas por terem mais brinquedos. Esta ilusão tende a arrastar-se ao longo da fase do  seu crescimento até à adolescência, criando pessoas inseguras e com baixa auto-estima, porque criam relações com base no que têm e não naquilo que são.

Querem agir -  como adultos. Cada vez mais, a indústria dirige as suas campanhas às crianças, com o intuito de as cativar o mais cedo possível, criando assim fiéis consumidores das suas marcas, por admiração desde muito cedo de um determinado produto. Os estojos de maquilhagem para crianças de 7 anos, não são mais do que simples estratégias para as meninas  “se tornarem hábeis no aplicador de um lip gloss” afirma a empresa Bonne Belle.

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Estes comportamentos podem ser equilibrados gerindo o tempo das crianças através de escolhas, e não de proibições: se o meu filho gosta de desporto, vou-lhe dar a hipótese de escolha de praticar uma actividade desportiva duas vezes por semana. Podemos ser criativos em casa, e realizar ateliers de plasticina, costura, pinturas, experiências científicas, etc, de acordo com as preferências e curiosidades dos nossos filhos. Isso fará com construam novos interesses e se conheçam melhor enquanto pessoas.

Este processo vai ajudá-los a saberem fazer escolhas, e a defenderem-se da industria agressiva desta sociedade de consumo.

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CICLO DE LEITURAS | Contos do Lápis Verde

“Leituras Encenadas” ● 8  Fev ’14 | SÁBADO | 16h30 ● 9  Fev ’14 |  DOMINGO | 11h00 + 16h30 ● SALA DE ENSAIOS | Teatro Maria de Matos ● 10 aos 13 anos ● 2€/pessoa ● 35′ ● Luís Godinho, Bernardo Carvalho e Álvaro Magalhães

Livros com pernas para andar é um ciclo de leituras encenadas que resultam de uma parceria que realizamos nesta temporada com a Associação para a Promoção Cultural da Criança. Entre outros livros, a APCC editou o livro Contos do Lápis Verde, de Álvaro Magalhães com ilustrações de Bernardo Carvalho. Promovendo a cocriação entre ilustradores e intérpretes, o Teatro Maria Matos convida agora o ator Luís Godinho a contar-nos estes Contos do Lápis Verde com a ajuda de Bernardo Carvalho e das suas criações plásticas.

Bilheteira Online

Av. Frei Miguel Contreiras, 52, Lisboa | 218 438 801

 

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O seu filho tem medo de ir dormir sozinho? 8 dicas para o ajudar

O medo é um sentimento intrínseco ao ser humano, tal como a alegria ou a desilusão, por isso é normal todas as pessoas terem medo. Nas crianças o medo faz parte da aprendizagem, e constitui uma parte importante do seu desenvolvimento.

O medo do escuro desenvolve-se normalmente a partir dos 2 ou 3 anos, mas antes dessa fase a criança já começou a construir o seu mundo através da exploração do imaginário, experienciando diversos sentimentos, incluindo o medo.

Durante a noite, na hora de ir para a cama, o medo apodera-se do seu filho: primeiro porque se sente desprotegido por ter de ficar separado dos pais; 2º porque assim que as luzes se apagam tudo o que é palpável e que ele conhece desaparece, dando lugar a que criaturas estranhas saiam debaixo da cama alegremente, só para o assustar.

Ensinar o seu filho a lidar com o medo durante a infância é fundamental para prepara-lo para o futuro.
Estas são 8 dicas simples, que são comuns à literatura especializada que foi por mim consultada:

  • Converse com o seu filho. Ouça-o e tranquilize-o.
    Compreender a origem dos medos das crianças é essencial para os podermos ajudar. Desmistifique os medos reais: se o seu filho tem medo de cães, mostre-lhe na internet vídeos de cães a brincar com os seus donos. Por vezes esse medo é fruto do desconhecido e, quanto mais familiarizados com o objecto do medo, mais seguros ficam em relação ao mesmo. Tranquilize-o sempre que esteja com medo. Reforce a ideia do sentido de segurança sempre que ele precisar.
    Converse com o seu filho sobre os seus medos durante o dia. Ajudá-lo a construir a sua autoconfiança à luz do dia, é meio caminho andado para fazê-lo sentir mais seguro à noite. E uma criança segura, irá tornar-se por certo mais autónoma.cjoyo5ket0m1mn29vqo9c00qb
  • Seja criativo, use técnicas adaptadas à idade do seu filho.
    Para combater medos imaginários, como monstros, extraterrestres e outros seres que, inexplicavelmente, teimam em habitar os quartos dos nossos filhos, seja criativo. Muitos Pais já aderiram ao “pulverizador antimonstro” por ser um sucesso para acalmar os mais pequeninos na hora de ir dormir.
    Os animais de estimação também são óptimos guardiões do sono e sonhos infantis. Até mesmo um aquário com peixes colocado no quarto, pode ajudar as crianças a controlar e dominar o seu espaço contra os seres imaginários.21
  • Nunca desvalorize os medos do seu filho.
    Os medos de uma criança são reais, ainda que os monstros não sejam. Desacreditá-los e desvalorizá-los só implicará que os deixe de partilhar consigo, mas o mal-estar interior e a ansiedade vai reflectir-se fisicamente através de falta de atenção, tiques, mãos transpiradas, dores de cabeça ou de estômago, entre outras. As crianças precisam da protecção dos pais, para se sentirem seguras e perderem os medos. Não os deixe perder esse direito.b061141b42d0797f3f3ced36f41a37df
  • Ajude a criar mecanismos de defesa e técnicas de relaxamento.
    A coragem não é a ausência de medo: é sim saber enfrentá-lo. Partilhe episódios seus de medos que tinha quando era mais novo e como os conseguiu ultrapassar. O seu filho vai entender que, se os pais enfrentaram os seus medos e estão bem, também a eles nada lhes irá acontecer. As técnicas de relaxamento farão com que o medo não se apodere dos seus pensamentos na hora de ir dormir: por exemplo, treine-o a visualizar uma cena relaxante, como estar na praia, assistir a um pôr-do-sol ou a observar as estrelas. Isso vai ajudá-lo a ter a mente ocupada afastando os pensamentos que o inquietem. Além disso é fisicamente impossível estar relaxado e assustado ao mesmo tempo.cama-contar-histórias-4
  • Estabeleça limites, regras e rotinas
    A coisa mais importante que podemos dar aos nossos filhos, além do amor incondicional, é a disciplina. De modo não fundamentalista, criar regras, estabelecer limites e seguir rotinas pode fomentar a criação dessa disciplina.
    A rotina é essencial para que tudo aconteça de acordo com as expectativas geradas na cabeça da criança, criando a desejável habituação. Este ciclo fará com que a criança se sinta protegida, reduzindo-lhe a ansiedade e proporcionado uma hora de ir para a cama mais tranquila.criança-dormir
  • Evite televisão em excesso durante o dia e mantenha-a desligada depois da hora de jantar.
    Hoje em dia, os miúdos adoram passar horas em frente à televisão e a oferta de programas infantis é permanente. A todas as horas do dia há canais dirigidos ao público mais novo, fazendo com que desde muito cedo as crianças dominem os comandos dos gadgets da casa. A televisão estimula a criatividade e a imaginação das crianças, fazendo com que isso se possa reflectir na ansiedade gerada na hora de dormir. Aproveite os momentos antes de ir para a cama para passar tempo útil com os seus filhos: leia uma história, façam jogos de palavras ou de tabuleiros, cantem em conjunto, ou simplesmente aproveitem para conversar.Captura-de-tela-2012-03-02-às-13.20.45
  • Peluches e ó-ós (bonecos de segurança)
    Ajude o seu filho a ficar ligado a um boneco que lhe transmita a segurança que precisa. Normalmente as fraldas, óós e afins, aparecem e fazem parte da vida da criança desde que nasce. Se esse não é o caso do seu filho, ofereça-lhe um boneco macio de alguma personagem de que gosta muito e todas as noites fomente a relação entre os dois, colocando esse boneco na cama do seu filho. Ele vai sentir-se mais acompanhado e relaxado e estará a pensar no boneco, desviando o pensamento dos assuntos que lhe criam ansiedade. (ler artigo sobre bonecos papa-medos)menina-dormindo-com-boneca
  • Luz de presença
    Chega uma altura em que o seu filho lhe pede uma luz acesa. A luz é uma óptima companhia e solução para acabar com alguns dos seus medos. O facto de conseguir ver o quarto todo faz com que os monstros não consigam sair debaixo da cama, e que os extra-terrestres não entrem no seu território, dando-lhe um sentimento de controlo e poder sobre o espaço que o rodeia. Isso deixa-o mais tranquilo e seguro. Deve também deixar as portas e gavetas dos armários fechadas, para não dar azo à imaginação.
    As luzes de presença, podem dar origem ao aparecimento de sombras que são tão assustadoras como a escuridão, por isso pode optar por deixar uma luz difusa, que vai tranquilizá-lo sem o prejudicar, até que seja mais velho. Um dia, há-de esquecer-se de pedir que deixe a luz, ou até dizer que já não precisa dela.Se o seu filho não tem medo do escuro e divaga pela casa a meio da noite, clique aqui

    me·do |ê|
    (latim metus, -us)
    substantivo masculino
    Estado emocional resultante da consciência de perigo ou de ameaça; reais, hipotéticos ou imaginários. = FOBIA, PAVOR, TERROR
    ["medo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa]

Bibliografia:

  1. Take Charge of Your Child’s Sleep: The All-in-One Resource for Solving Sleep Problems in Kids and Teens”, by by Judith A. Owens  and Jodi A. Mindell
  2. “O grande livro dos medos e das birras! de Mário Cordeiro
  3. outras fontes aqui e aqui
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Atividades infantis na Ilustrarte | Entrada gratuita

VISITA GUIADA | Ilustrarte | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância ● até 13 Abr ’14 | SEGUNDA A SEXTA ● 10h00 + 11h00 + 14h00 + 15h30 ● 60′ ● número máx participantes 28 ● Marcação prévia obrigatória ● [email protected] ●

Visita guiada aos 3 núcleos expositivos da Ilustrarte 2014, viajando pelas 150 ilustrações vencedoras com destaque de algumas obras pela técnica ou originalidade. Abordagem ao trabalho da ilustradora convidada Chiara Carrer e do escritor homenageado José Jorge Letria.

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UMA HISTÓRIA NUMA HORA | Ilustrarte | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância ● até 13 Abr ’14 | SÁBADOS ● 16h00 ● 60′ ● Comparência na bilheteira 10′ antes ●

Era uma vez… Vem ouvir as histórias que também constroem esta exposição. Nesta oficina de leitura, estará em destaque, entre outras, a obra do escritor convidado da Ilustrarte, José Jorge Letria.

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CHUVA AOS QUADRADOS E ORELHAS DE TRIÂNGULOS | Ilustrarte | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância ● 2 Março ’14 | DOMINGO ● 11h00 ● Famílias e crianças dos 5 aos 10 anos ● 120′ ● Comparência na bilheteira 10′ antes ● lotação máx. 12 ● Atelier de expressão plástica com Maria Remédio ●

As formas geométricas estão por todo o lado, desenhadas no mundo, nas árvores, nas pontes e nos dentes! Neste atelier vamos dar vida a círculos, triângulos, quadrados e retângulos, depois de observarmos as histórias que ilustradores de todo o mundo contam nos seus desenhos. As orelhas podem ser triangulares? E a chuva aos quadradinhos?

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FAZ COMO EU, UMA HISTÓRIA NO MUSEU | Ilustrarte | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância ● 15 Fev ’14 | SÁBADO | 11h00  ● 26 Jan’14 + 16 Fev ’14 | DOMINGO | 11h00 ● Famílias e crianças dos 4 aos 10 anos ● 120′ ● Comparência na bilheteira 10′ antes ● lotaçao máx. 20 ● Visita guiada + atelier de desenho ●

Na sala de exposições objetos à solta vamos encontrar! Há personagens perdidas das suas histórias e cenários por criar. Precisamos de inventar uma história para os voltar a juntar.

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PISCA-PISCA, CORRE-CORRE | Ilustrarte | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância ● 30 Março ’14 | DOMINGO| 11h00  ● 6 Abril’14 + 13 Abril ’14 | DOMINGO | 11h00 ● Famílias e crianças dos 4 aos 10 anos ● 120′ ● Comparência na bilheteira 10′ antes ● lotaçao máx. 25 ● Atividade animada por Ana Ventura (escritora para a infância) e Pedro Zigga (músico) ●

Um romance impossível? 
Ou uma fuga para a amizade?
Um coelholampo?
Ou um piricão?

O que fazer com a quantidade de elementos que se cruzam quando duas histórias são contadas ao mesmo tempo? Será que não nos vamos enganar a contar esta história?? Perdão… estas duas histórias?
Uma ritmada narrativa oral e musical tendo por base o livro Olhe, Por Favor, Não Viu Uma Luzinha A Piscar? / Corre, Coelhinho, Corre! ilustrado por Bernardo Carvalho, no qual o fim de uma história é o princípio de outra!

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Ilustrarte 2014 | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância

EXPOSIÇÃO | Ilustrarte | VI Bienal Internacional de Ilustração para a Infância ● 17 Jan’14 a 13 Abr ’14 | TERÇA A DOMINGO ● 10h00 às 18h00 ● Museu da Eletricidade ● Gratuito ● Toda a família ●

logo_ilustrarte14 São 6000 Ilustrações que vieram do mundo para se candidatarem às 150 finalistas que compõem a 6ª edição da exposição. Cada um dos 2000 autores dos 72 países participantes concorreu com 3 ilustrações. O Jurí, composto por designers e artistas internacionais viu, observou e analisou o trabalho de cada concorrente, para seleccionar as obras que integram a Ilustrarte.

A Ilustrarte é uma exposição que desde 2003 nos brinda, de dois em dois anos, com mostras de ilustração infantil no  Museu da Eletricidade, em Lisboa.
A afluência a esta Bienal tem sido cada vez maior – na primeira edição, os elementos do júri avaliaram ilustrações de quatrocentos e setenta e seis autores provenientes de trinta e um países.

6-diego-bianki A Ilustrarte é mais do que uma exposição de Ilustrações. É um espaço artístico, de reflexão, onde o ambiente proporciona à reflexão e ao entendimento critico da imagens que decoram o espaço. A Ilustrarte visa a criação de “um espaço de encontro e de discussão da melhor ilustração para a infância internacional, situando Portugal na rota dos grandes eventos internacionais nesta área”, referem os comissários da organização.

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Como já tem sido habitual, a Ilustrarte destaca ainda o trabalho de um artista, sendo nesta edição o da ilustradora italiana Chiara Carrer, membro do júri da Ilustrarte 2014.

Poderá igualmente visitar grande parte da obra de José Jorge Letria, também em exposição na Bienal, celebrando assim os seus 40 anos a viajar pelo mundo literário infantil, sendo uma referência nacional para miúdos e graúdos.

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PARTICIPAR

Para participar não é atribuído um tema. Cada autor é livre de criar sobre a temática desejada, deixando as portas da criatividade bem abertas à arte e conceito de cada um. Podem participar artistas principiantes ou consagrados, com trabalhos que tenham ou não sido publicados. Os trabalhos já publicados anteriormente terão de ter menos de 2 anos de publicação. A ideia é manter a actualidade dos trabalhos apresentados.

O 1º Prémio Ilustrarte’14, foi atribuido a Johanna BENZ, uma artista alemã, cujo tema é baseado na lenda de ”Pacho Rada”, um músico popular colombiano.

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Veja o Video da Ilustrarte 2014

COMO SURGIU

“ERA UMA VEZ…

Como tantas outras histórias, a da ILUSTRARTE, Bienal Internacional de Ilustração para a Infância, começa por uma paixão.A paixão pela arte em geral, mas em particular, a paixão pelas imagens que encontramos nos livros ditos “para a infância”. Uma paixão feita de olhar, de contemplar e da necessidade, quase compulsiva, de ver sempre mais e melhor.

Ilustrações são obras de arte com uma característica específica. São imagens que nos contam histórias. E quem não gosta de ouvir histórias? São por isso imagens que fazem apelo a sentimentos e memórias profundas, que nos remetem para o universo fantástico dos contos que nos ajudaram a ultrapassar medos, a transpor barreiras, a crescer. Por isso, contemplar ilustrações para a infância, para além da fruição meramente estética, apazigua-nos, faz-nos melhores, mais felizes.

Nesta história entram ainda convicções e objectivos: a convicção de que um bom livro ilustrado contribui para educar o olhar e para o desenvolvimento global da criança e do jovem; a determinação de criar um espaço onde, de dois em dois anos, se reúnam ilustradores de livros para a infância, originais de ilustração, editores, coleccionadores e leitores de todas as idades; e um grande objectivo, estabelecer na Europa ocidental, no Barreiro, um dos pólos de excelência da arte de ilustrar para a infância.” [Ju Godinho e Eduardo Filipe, os comissários da Bienal]

JÚRI 2014

Chiara Carrer | ilustradora, italiana
Carll Cneut | ilustrador, belga
Valerio Vidali | ilustrador, italiano, vencedor da ILUSTRARTE 12 Ewa Stiasny | editora e designer, polaca

Visite a página oficial da Ilustrarte

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“Carta aberta a um Dux”

Desde o dia 15 de Dezembro de 2013, que os pais de seis jovens procuram respostas para o que terá acontecido na madrugada desse dito dia. Os jovens, que frequentavam a Universidade Lusófona de Lisboa morreram, na praia do Meco, após terem sido engolidos por uma onda, durante uma cerimónia de praxes.

O chamado “Dux”, que é o chefe máximo da praxe, foi o único sobrevivente, mas permaneceu em silencio até ao dia que alegou ter amnésia selectiva, e afirmou não se lembrar dos acontecimentos ocorridos nesse dia.

“Gostaríamos que houvesse uma comunicação da parte do sobrevivente, no sentido de sabermos exatamente o que se passou naquela noite porque, até agora, nós não sabemos de nada” [prima de uma das vitimas, in Jornal de Noticias]

Chegou-me ao e-mail esta carta, e quis partilhá-la convosco.
Porque, apesar da linguagem,  esclarece uma das poucas certezas que temos enquanto pais: o que queremos mesmo é abraçar os nossos filhos até ao FIM!

“Carta aberta a um Dux

Dux:

Ando aqui com esta m**** entalada há já algum tempo. A ouvir as diferentes versões, a pensar nas dúvidas e a pôr-me no lugar das pessoas. Tento pôr-me no lugar dos pais dos teus colegas que morreram. Mas não quero. É um lugar que não quero nem imaginar. É um lugar que imagino ser escuro e vazio. Um vazio que nunca mais será preenchido. Nunca mais, Dux. Sabes o que é isso? Sabes o que é “nunca mais”?

A história que te recusas a contar cheira cada vez mais a m****, Dux. Primeiro não falavas porque estavas traumatizado e em choque por perderes os teus colegas. Até acredito que estivesses. Agora parece que tens amnésia selectiva. É uma amnésia conveniente, Dux. Se calhar não sabias. Ou então andas a ver se isto passa. Mas isto não é uma simples dor de cabeça, Dux. Isto não vai lá com o tempo nem com uma aspirina. Já passou mais de 1 mês. Continuas calado. Mas os pais dos teus colegas têm todo o tempo do mundo para saber a verdade, Dux. E vão esperar e lutar e espremer e gritar até saberem. Porque tu não tens filhos, Dux. Não sabes do que um pai ou uma mãe é capaz de fazer por um filho. Até onde são capazes de ir. Até quando são capazes de esperar.

Vocês, Dux… Vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux. É ao contrário. É a reforçá-las.

Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Achavam mesmo que era sítio para se brincar às praxes, Dux? Ou para preparar as pessoas para a vida? Vocês são “navy seals”, Dux? Estavam a preparar-se para alguma missão na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão Dux para umas coisas e agora encolhes-te como um rato.

Sabes o que significa “dux”, Dux? Significa “líder” em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não “empurram” colegas para a morte. Líderes lideram por exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. Isso é um líder, Dux.

Não sei o que isto vai dar, Dux. Não sei até que ponto vai a tua responsabilidade nesta história toda. Mas a forma como a justiça actua neste país pequenino não faz vislumbrar grande justiça. És capaz de te safar de qualquer responsabilidade, qualquer que ela seja. Espero enganar-me. Vamos ver. O que eu sei é que os pais que perderam os filhos precisam de saber o que aconteceu. Precisam mesmo, Dux. É um direito que eles têm. É uma vontade que eles precisam. Negá-los disso, para mim já é um crime, Dux. Um crime contra a humanidade. Uma violação dos direitos humanos fundamentais. Só por isso Dux, já devias ser responsabilizado. É tortura, Dux. E a tortura é crime.

Sabes, quero me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num Dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um Dux. Consegues perceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe “mandar” e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer “não” quando “não” é a resposta certa. Quando “não” pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer “basta” de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frente. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum Dux nem nenhuma comissão de praxes. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia selectiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele. “

Carta copiada na integra aqui

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O Reflexo Distorcido e o Bárbaro Lusitano

Fui crescendo mais ou menos com a noção empírica de que os filhos seriam o reflexo dos pais, ainda que estes, por vezes, não o pretendessem.

No ano de 2009, ao encontrar-me num parque público no concelho de Oeiras, tive a oportunidade de presenciar o seguinte quadro:
um alegado pai munido de uma bola oficial de futebol de 11, uns pinos e um apito, ministrava um “treino ao estilo militar” a duas crianças, com idades inferiores a 9 anos.

Este exercício raiava o absurdo. O alegado pai, com um ar à “Jorge Jesus” no decorrer de um jogo, gritava, gesticulava e exigia que os miúdos executassem diversas situações de jogo de acordo com as suas instruções, não se coibindo, a cada falha dos petizes, de os obrigar a fazer séries de abdominais e flexões.

As crianças, equipadas a rigor e com penteados à CR7, obedeciam de modo fervoroso e infantil, a cada ordem emanada do adulto, sendo evidente que o esforço produzido não era adequado às suas idades.

Ora, este adulto, certamente na casa dos seus quarenta anos é o que eu apelido como um “Bárbaro Lusitano”, doravante denominado por “BL”.

Dito isto e penetrando na psique do BL, o que o levará de apito na boca a agir deste modo, prestando-se a uma figura ridícula e irresponsável?

A resposta radica no modo como o BL, nascido na década de 70 do século passado, viveu a sua vida até aqui.

O BL, por impossibilidade ou não, não logrou que o seu agregado familiar fizesse parte da cada vez mais rara classe média estável, estando desempregado ou ocupado num trabalho que não o realiza.
E tem a firme convicção que os filhos só poderão ser diferentes dele, se não forem o seu reflexo.

Assim sendo, julga que os problemas futuros dos seus petizes, e ou os seus, podem ser resolvidos com o ascensor sócio-económico futebolístico, tão propalado pelos media nos tempos que correm.

O BL não quer ou não acredita que os seus filhos possam ser no futuro juízes ou competentes canalizadores, ele quer que, pelo menos, um seja profissional de futebol e investe nisso o seu tempo.

O BL não sabe ou não quer saber que o futebol, enquanto profissão é um sorvedouro de potenciais canalizadores ou médicos competentes e bem sucedidos.

E por fim, o BL está-se marimbando para a noção básica de que qualquer desporto se aprende a brincar e por vontade própria dos sujeitos da brincadeira.

No momento certo, não tenho dúvidas, que serão os próprios petizes a apelidar o pai de Bárbaro Lusitano, ou de qualquer outro vocábulo menos abonatório…

RMPC para Up To Lisbon Kids