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Estimulação e inteligência – qual a relação?

Muito se tem falado e estudado, nos anos mais recentes, sobre a estimulação precoce e sobre o desenvolvimento infantil. Contudo, será a estimulação um tema assim tão importante?

Quando falamos em estimulação falamos, sobretudo, na criação de condições facilitadoras para a aquisição de determinadas competências, de modo a evitar ou minimizar atrasos no desenvolvimento global, ou simplesmente para que a criança adquira as suas competências na sua totalidade e da forma mais plena. Por outro lado, a falta de estimulação pode ter efeitos muito nefastos para o desenvolvimento, podendo resultar até mesmo na não aquisição de competências fundamentais.

Para contextualizar, percebamos que o desenvolvimento está dependente não apenas das potencialidades, como também de processos pré-determinados, que devem ter o seu surgimento naquilo a que chamamos de “períodos críticos”. Estes referem-se ao período ideal para a aquisição de determinada competência; por exemplo, o bebé tem o instinto de sucção ao nascimento, mas apenas passa pela aquisição da marcha perto dos 12 meses de vida. Ambos os conceitos estão relacionados, pois um pode levar ao outro, isto é, as potencialidades da criança podem ser reforçadas por serem estimuladas nos seus períodos críticos, de modo a que todos os parâmetros do desenvolvimento (motor, cognitivo, afectivo, emocional, social) sejam adquiridos no período em que estas competências estão prontas a atingir o seu potencial máximo.

Hoje em dia, já estamos longe da teoria do The Alarm Clock Theory, na qual se acreditava que nascíamos com um despertador biológico, que acordava as nossas competências no tempo certo, sem a necessidade de estimulação. Muito pelo contrário, hoje sabemos que o cérebro necessita de estímulos e que a privação desses estímulos poderá trazer dificuldades específicas em áreas fundamentais.

Competências como a motricidade fina (que permite que a criança, com o tempo, aprenda a pegar na colher para comer sozinha, e, no futuro, é esta a competência que a vai permitir pegar numa caneta da forma correcta, de modo a poder escrever, desenhar e pintar) a resolução de problemas, a aquisição da linguagem e a percepção visual (não só a própria competência visual, como também a atenção e a memória) são competências que o bebé e a criança só adquirem através da aprendizagem, que surge pela estimulação. Outro exemplo de uma competência fundamental é o gatinhar ou o arrastar-se, nos bebés antes da aquisição da marcha. Esta é uma competência fundamental do desenvolvimento motor, que, se não for atingida no seu período crítico, pode ter consequências negativas ao nível da leitura ou da visão (pois o cérebro não formou as conexões necessárias para a aquisição da competência do gatinhar, as quais são necessárias para a aquisição de outras competências futuras).

Não menos importante, é necessário levar em consideração que cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e que nem todas as crianças adquirem as competências com a mesma idade. Até porque, quando uma competência se está a desenvolver, por regra uma outra está “à espera da sua vez”. Seja como for, a criança desenvolve-se, na sua natureza, pelo exemplo. Ela vê e quer imitar. Para exemplificar, questione-se: seria possível uma criança aprender a falar, se nunca tivesse ouvido palavras? Provavelmente, balbuciaria sons, mas falaria com intenção?

Assim, a melhor forma de estimular o seu filho é por ser o seu melhor modelo.

Para que ele fale e converse, seja o primeiro a conversar com ele. Para que ele brinque, seja o primeiro a brincar com ele. Para que ele aja com um objectivo e intenção, mostre-lhe que também o faz intencionalmente e por um motivo. Para que ele seja equilibrado e calmo, estabeleça rotinas saudáveis.

Assim, percebemos que, quanto mais estímulos recebidos, mais sinapses o cérebro fará e, por sua vez, quanto mais sinapses, mais inteligente será o bebé, a criança e o futuro adulto. Sim: os pais podem contribuir para que os seus filhos sejam mais inteligentes.

As relações e as experiências que ocorrem nos primeiros anos de vida têm um grande impacto no futuro da criança, pois o cérebro está mais activo nos primeiros três anos, nos quais crescerá até 80% do seu tamanho adulto. É, assim, fundamental que os pais e cuidadores promovam o desenvolvimento da criança durante esta fase.

Por Cláudia Machado, Psicomotricista, Professora Gymboree,
para Up To Lisbon Kids

O programa de aprendizagem do Gymboree é um meio por excelência para apoiar este desenvolvimento. Com mais de 30 anos de experiência, este programa centra-se na criança como um todo, com o objectivo de as ajudar a adquirir as competências chave – capacidades motoras, sociais e de auto-estima – de que irão necessitar para se tornarem adultos confiantes, felizes e bem-sucedidos. Lembre-se: o responsável pela estimulação do seu filho é você mesmo, e é em casa que tudo começa. Brincar é a melhor forma de pesquisa e, enquanto o seu pequenote estiver motivado, ele estará a aprender.

“Never forget that when you are giving a child visual, auditory, and tactile stimulation with increased frequency, intensity, and duration that you are actually physically growing his brain.

How does the brain grow? The brain grows by use. Just like the biceps, the brain grows by use. Those who use their biceps very little have small, undeveloped, weak biceps. Those who use their biceps an extraordinary amount have extraordinary biceps. There is no other possibility. The same is true of the brain, because the brain grows by use.” [Glenn Doman]

 

 

exerc

Exercício físico na grávida: Saudável ou um risco para o bebé?

Lene Haakstad, professora adjunta do departamento de Medicina no Desporto da Escola Norueguesa de Ciências do Desporto, e a sua equipa, realizaram e publicaram um estudo sobre a relação entre o exercício físico na grávida e as alterações de peso do seu bebé no nascimento.

«O peso do bebé ao nascer tem um impacto muito significativo na mortalidade e morbilidade infantil, no desenvolvimento da criança e na saúde em adulto. Até à data tem havido dados contraditórios sobre o impacto da actividade física da grávida no peso do bebé ao nascer. Questiona-se se o exercício durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez pode ou não aumentar o risco de parto pretermo. O objectivo deste estudo foi examinar o efeito de um programa de exercício controlado no peso do bebé ao nascer, idade gestacional aquando do parto e índice de Apgar.

Foram incluídas no estudo 105 grávidas nulíparas sedentárias com uma idade média de 30,7 anos e tempo médio de gestação de 23,8 semanas.
Dividiram estas mulheres aleatoriamente em dois grupos:

A. GRUPO DE ESTUDO: 52 Mulheres
B. GRUPO DE CONTROLO : 53 Mulheres

As mulheres do Grupo A, Grupo de Estudo realizaram um programa de exercício ao longo de no mínimo 12 semanas, duas vezes por semana 60 minutos de dança aeróbica e treino de força, acrescido de 30 minutos diários de exercício em casa.

As mulheres do Grupo B, Grupo de Controlo não realizaram programa de exercício físico, tendo feito o seu dia-a-dia normalmente.

Após o nascimento dos 105 nados, concluiu-se que:

  • Não houve diferença com significado estatístico entre os dois grupos no peso médio ao nascer, no número de bebés com baixo peso (inferior a 2500g) ou macrosómicos (acima de 4000g).

 

  • O índice de Apgar ao primeiro minuto foi superior no Grupo de Estudo e não houve diferenças nos tempos de gestação.

 

  • O estudo concluiu que o exercício, neste caso a dança aeróbica, não se associou à redução de peso do bebé ao nascer, a partos prétermo ou a alterações no bem-estar do recém nascido

 

Haakstad and all: Exercício na grávida e peso ao nascer: um estudo controlado randomizado. BMC Pregnancy and Childbirth, 2011

Artigo traduzido e adaptado por Sofia Homem,
para Up To Lisbon Kids

imagem @webrun

Sofia2SOFIA HOMEM
34 anos, Lisboa, Especializada em Exercício Físico e Saúde, Coordenadora da Healthy Mommy
Licenciei-me e especializei-me em Exercício Físico e Saúde em 2008 e, entre muitas formações, fiz algumas em áreas especificas como o exercício em populações especiais.

Este é um espaço aberto. Irei responder a todas as questões aqui colocadas. Sinta-se à vontade para esclarecer as suas dúvidas.

 

Bebé Gourmet

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A Bebé Gourmet é uma marca especializada em alimentação infantil que, pela primeira vez em Portugal, oferece refeições frescas para bebés e crianças.
Os menus diários têm origem em ingredientes biológicos frescos que, sendo saudáveis e nutritivos, oferecem refeições criativas e divertidas para bebés e crianças.

A Bebé Gourmet foi fundada por duas mães amigas, a Ana e a Patrícia, que reconheceram a importância da alimentação saudável desde os primeiros momentos. Inspiradas em criar refeições saudáveis para as suas crianças, desenvolveram uma variedade de refeições testadas e experimentadas para as outras crianças apreciarem.
Qualquer marca de alimentação infantil pode colocar um bebé na sua etiqueta, mas poucas têm por trás do conceito uma mãe galinha (neste caso, duas).
Acreditamos que todos os bebés merecem o melhor que lhes podemos oferecer. Somos sonhadoras, mas sobretudo somos executantes. É como se diz, se queres que seja bem feito, faz tu mesmo.
Quisemos que a Bebé Gourmet reunisse todas as qualidades de uma marca de sonho: estilo, sustentabilidade, conveniência e um serviço extraordinário. Não seria fácil reunir todos este atributos, mas nós somos mães, logo malabaristas, habituadíssimas a multitasking.”

A Ana, Consultora de Gestão, tem duas filhas, uma com 4 anos e outra com 10 meses.

A Patrícia, Economista, é mãe de um menino de 3 anos e de uma menina de 13 meses.

A Bebé Gourmet tem uma página de Facebook. Siga-nos!

tiranossauro

As palavras que as crianças destroem,… ou constroem?

Se há coisa que os miúdos fazem quando começam a falar é improvisar, inventar ou até mesmo assassinar palavras. Muitos começam por não dizer os r’s, outros não dizem os l’s, mas a melodias e forma de falar tem pontos comuns a todas as crianças, o que faz com que consigamos reconhecer a chamada linguagem de bebés.

Nós pais, enquanto educadores, vamos corrigindo as palavras de forma a aperfeiçoar a fala dos nossos filhos: “não é cloquete, é cróquete, Crrrrrrróóóquete“, dizia uma mãe há dias num corredor de supermercado, “não há meio de aprenderes”.
A verdade é que há letras que se aprendem apenas com determinadas idades, por isso é bom corrigir, mas sem grandes exageros. Lembre-se que depois de aprender a falar correctamente, nunca mais vai ouvir o seu filho a pronunciar de forma atabalhoada a palavra “Frigorífico”, por exemplo.

Depois há aquela palavra, que cada criança inventa a sua, que os pais não têm vontade de corrigir porque é simplesmente deliciosa.

Estas são apenas alguns exemplos de palavras deturpadas pelas crianças, e partilhadas pelas suas mães.

banhode imersão

biberon

bicicleta

broculos

computador

ferrugento

pipoca

spiderman_45

tiranossauro

canetas

aeroom