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A mãe que nunca serei

Meus queridos filhos

Ninguém é perfeito. Às vezes penso que gostava de fazer determinadas coisas que vejo as outras mães a fazer mas não tenho tempo, ou não tenho paciência. Ou simplesmente nem sequer me lembro de o fazer.

Nunca serei aquela mãe que aceita o desafio de tirar-vos uma fotografia todas as semanas. Eu fotografo-vos sempre que me apetece e isso, tem dias que, acontece 1000 vezes no mesmo dia.

Nunca serei a mãe adorada na escola, porque vos vou buscar sempre a correr e nunca fico a brincar com os vossos amigos… nem tão pouco sei o nome de todos eles.

Nem sempre terei paciência para fazer penteados espectaculares, ou para preparar trabalhos interactivos para levarem para a escola.

Não farei sobremesas e cupcakes deliciosos para levarem para as vendas da escola, embrulhados em caixas giríssimas compradas propositadamente para estas ocasiões.

Nem sempre me vou lembrar de pôr na mochila o equipamento de balet, o protector solar nos dias de mangueiradas, ou o vosso boneco preferido. Às vezes terão de ir para a escola sem ele.

Nunca vou tirar um dia para organizar a festa de pijama melhor do mundo para as vossas amigas. Eu sei que desde que haja sacos cama, uma lanterna e marshmallows vão divertir-se imenso na mesma.

Nunca vou ser a mãe perfeita que vocês pensam que gostavam que fosse.

Mas prometo-vos que vou estar sempre presente em cada espetáculo de ballet, jogo de basquetebol ou torneios de natação, e a torcer por vocês.

Vou comprar-vos o material para os projetos da escola, e dar-vos todo o apoio possível para que os realizem sozinhos.

Vou ter sempre qualquer coisa para mandar para as vendas da escola, mesmo que tenha comprado no café quando vos fui levar de manhã.

Vou sempre aconchegar-vos a roupa, e dar-vos um abraço e um beijinho de boa noite.

Vou estar sempre ao vosso lado quando acordarem com pesadelos.

Vou ficar sempre de coração nas mãos quando vos tratarem mal, ou  vos puserem de parte, ou quando vos trocarem por alguém.

Vou estar sempre presente em cada desgosto das vossas vidas, mas também em cada sucesso alcançado.

Vou lembrar-vos sempre que “errar é humano” e vou ajudar-vos a assumir esses erros mesmo que ninguém se tenha apercebido deles.

Vou estar sempre disposta a ajudar-vos a recomeçar; quer seja um trabalho escolar ou um capítulo da vossa vida.

Vou defender sempre os vossos interesses, mesmo que isso implique não vos defender a vocês.

Vou obrigar-vos a tomar as atitudes corretas sempre que possa, mesmo que por vezes não seja a atitude que queiram tomar, porque quero que cresçam íntegros.

Vou estar à vossa frente, sempre de braços abertos, mesmo naqueles momentos em que me vão odiar.

Porque meus queridos, eu sei que nem sempre vou ser a mãe que querem. Mas vou ser a mãe que precisam.

E eu sei, que um dia mais tarde quando tiverem os vossos filhos, vão ler estas palavras e concordar comigo.

Mãe

Imagem @chameleonphotographix

Se_antes_de_ter_filhos_eu_soubesse

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

  • Se eu soubesse as noites que ia passar em claro
  • Se eu soubesse a quantidade de fluidos corporais que ia limpar ao longo da infância dos meus filhos
  • Se eu soubesse o quanto o som da palavra “Mãe? Mãe? Mãe?” me ia pôr os nervos à flor da pele ao longo de uma década (mínimo)
  • Se eu soubesse que ia demorar mais na casa de banho, só para ter um tempinho para mim
  • Se eu soubesse que esses momentos roubados na casa de banho iam quase sempre ser interrompidos por algum dos meus filhos a bater ininterruptamente na porta
  • Se eu soubesse a quantidade de vezes que ia ter de repetir as mesmas ordens, os mesmos avisos e as mesmas chamadas de atenção
  • Se eu soubesse que a solução mágica para as queixinhas, choros, desobediências, faltas de respeito, e para a preguiça só ia ser eficaz apenas metade das vezes
  • Se eu soubesse que amar os meus filhos não significava gostar deles o tempo todo
  • Se eu soubesse que às vezes ia chorar no duche por ser o único sítio onde conseguia estar sozinha
  • Se eu soubesse que em determinada altura ia sentir-me, de tal maneira, “num oito” que só de pensar em entrar em ação com o meu marido, me causava arrepios
  • Se eu soubesse que nunca mais ia ser capaz de concentrar-me em nada de alma e coração, senão nos meus filhos
  • Se eu soubesse que a situação não fica mais fácil à medida que os filhos crescem, apenas se complica de formas diferentes
  • Se eu soubesse o quanto me ia preocupar a possibilidade de falhar enquanto mãe
  • Se eu soubesse que ser mãe ia ser, para sempre, um desafio permanente

Eu tinha tido os meus filhos na mesma.
Porque se não os tivesse…

  • Não saberia o que é o milagre de ter uma vida a crescer dentro de mim
  • Não saberia que o cheirinho da cabeça de um recém-nascido faz-nos sentir no paraíso
  • Não saberia o que é a magia de ter um bebé a dormir nos meus braços, e nunca mais querer pô-lo no berço
  • Não saberia o que é a imensa felicidade de ver um filho a dar os primeiros passos, a comer sozinho, a andar de bicicleta, ou ler um livro inteiro pela primeira vez.
  • Não saberia que o riso dos meus filhos, pode alegrar o pior dos meus dias
  • Não saberia como um simples e inocente olhar de espanto, me derrete o coração
  • Não saberia o quão fantástico é assistir diariamente à evolução de uma criança que eu trouxe ao mundo
  • Não sentiria o orgulho de ver o meu filho a viver situações complicadas, e a desenvencilhar-se com base nos ensinamentos que lhe transmiti
  • Não viveria a alegria desenfreada que é ver os meus filhos a triunfar.
  • Não saberia o gratificante que é desafiar-me diariamente para ser uma mãe melhor.
  • Não saberia que ser mãe ia ajudar-me a entender algumas questões por esclarecer desde a minha infância.
  • Não saberia que ao transformar-me numa mãe ia encontrar uma versão mais profunda, mais forte, e mais verdadeira de mim própria.
  • Não saberia o que é o amor incondicional dos filhos.
  • Não sentiria a energia e a força desta poderosa forma de amar, que só uma mãe/pai conhece.
  • Não saberia que a dor e as armadilhas que nos aparecem no caminho são superadas pela beleza, alegria e pelas maravilha desta viagem.

Por tudo isto, se eu soubesse na verdade o que era a maternidade, eu teria feito tudo como fiz…!

Se calhar, teria aproveitado para dormir um pouco mais antes de ser mãe.
por Annie Reneau, Scary Mommy
imagem Luna Belle

 

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BAHAREH BISHEH | A verdadeira história da fotografia enternecedora da criança a dormir ao colo da mãe

O que é melhor do que o colo de uma mãe?

Esta imagem deu a volta ao globo e comoveu as mães de todo o mundo pela história tocante que revelou.

Tudo começou com Hong Dong –lu, o internauta que alegou ter encontrado a imagem na net e difundido no Twitter chines. A foto veio a tornar-se viral, não só pela força da imagem, mas também pela pelo que viria a suscitar a legenda intrigante que lhe atribuiu:

 “ Tirada por Bahareh Bisheh , um artista iraniano, num orfanato no Iraque.”

A imagem é simples mas o significado é profundo e muitas lágrimas correram enquanto foto se espalhava rapidamente pelas redes sociais.

Cada um de nós, e por todo o mundo, na sua intuitiva e óbvia interpretação da imagem, leu uma criança que adormeceu na saudade de um abraço da sua mãe que já partiu, no seu colo. Colo este inexistente e virtual. Num chão duro e frio marcado a giz, com uns rabiscos. A contrastar com a ternura da criança associada à dor, perda e tristeza infínda.

Os comentários não paravam de aparecer e os posts multiplicavam-se em todo o mundo.

Como  “quem conta um conto…acrescenta um ponto”, os vários internautas que a partilharam foram legendando e opinando sobre a imagem intrigante que circulava a net a velocidade foguete – nada mais acrescentavam do que a sua própria interpretação.

Por fim, a legenda tornou-se mais ou menos estanque entre os blogueres e as redes sociais e dizia :

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Imagem enternecedora captada por um artista iraquiano. Esta menina nunca viu a sua mãe, então desenhou-a com giz no chão, e adormeceu com ela.
E acrescenta a seguir:
“Dê valor ao que tem, porque só conseguimos reconhecer o valor das coisas depois de nos serem tiradas. Nessa altura já é tarde demais”

E afinal qual a verdadeira história por detrás da imagem?

A imagem fotografada a 15 de julho de 2012, por Bahareh Bisheh uma fotografa Iraniana. O titulo da foto é: “I have a mother” /  “Eu tenho uma mãe”

A Up To Lisbon Kids, mostra-lhe outros trabalhos da artista

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Bahareh Bisheh comentou:

“Esta menina é minha prima e realmente adormeceu sobre o asfalto do lado de fora da minha casa. Ela deve ter brincado por algum tempo, deitou-se para descansar e adormeceu. Eu usei uma cadeira para me afastar, a fim de aproveitar esta hipótese e tirar as fotos. Não há orfanato envolvido nem história trágica  por trás disso. Aproveitei a oportunidade para ser criativo.
É um estilo de fotografia. Podem usar as minhas fotos nos seus blogs desde que identifique o meu nome como o seu fotografo.
Obrigado a todos pela consideração”

Independentemente da história ser ou não verdadeira, esta imagem faz-nos pensar na importância da Mãe para as crianças (e até para nós, adultos…) , e na quantidade de crianças no mundo que não têm o privilégio de crescer com uma.

Bahareh Bisheh | Fotografa  | 21 de Junho 1989 | Ispaão, Irão | Formada em Artes Gráficas, B.A em ilustrador | Fotografia Digital

Bahareh Bisheh Website
Bahareh Bisheh on FB

[Texto original] “This little girl is my cousin and she actually fell asleep on the asphalt just outside my house. She must have played for some time and just lied to rest and fell asleep. im used a chair to stand on in order to take this shot. There is no orphanage involved and no tragic story behind this. i took this opportunity to be creative. It is a style of photography.

You can use my photos in your webblag If you mention my name as the photographer of this photo.

Thanks to all for the consideration .”