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Se_antes_de_ter_filhos_eu_soubesse

Se, antes de ter filhos, eu soubesse…

  • Se eu soubesse as noites que ia passar em claro
  • Se eu soubesse a quantidade de fluidos corporais que ia limpar ao longo da infância dos meus filhos
  • Se eu soubesse o quanto o som da palavra “Mãe? Mãe? Mãe?” me ia pôr os nervos à flor da pele ao longo de uma década (mínimo)
  • Se eu soubesse que ia demorar mais na casa de banho, só para ter um tempinho para mim
  • Se eu soubesse que esses momentos roubados na casa de banho iam quase sempre ser interrompidos por algum dos meus filhos a bater ininterruptamente na porta
  • Se eu soubesse a quantidade de vezes que ia ter de repetir as mesmas ordens, os mesmos avisos e as mesmas chamadas de atenção
  • Se eu soubesse que a solução mágica para as queixinhas, choros, desobediências, faltas de respeito, e para a preguiça só ia ser eficaz apenas metade das vezes
  • Se eu soubesse que amar os meus filhos não significava gostar deles o tempo todo
  • Se eu soubesse que às vezes ia chorar no duche por ser o único sítio onde conseguia estar sozinha
  • Se eu soubesse que em determinada altura ia sentir-me, de tal maneira, “num oito” que só de pensar em entrar em ação com o meu marido, me causava arrepios
  • Se eu soubesse que nunca mais ia ser capaz de concentrar-me em nada de alma e coração, senão nos meus filhos
  • Se eu soubesse que a situação não fica mais fácil à medida que os filhos crescem, apenas se complica de formas diferentes
  • Se eu soubesse o quanto me ia preocupar a possibilidade de falhar enquanto mãe
  • Se eu soubesse que ser mãe ia ser, para sempre, um desafio permanente

Eu tinha tido os meus filhos na mesma.
Porque se não os tivesse…

  • Não saberia o que é o milagre de ter uma vida a crescer dentro de mim
  • Não saberia que o cheirinho da cabeça de um recém-nascido faz-nos sentir no paraíso
  • Não saberia o que é a magia de ter um bebé a dormir nos meus braços, e nunca mais querer pô-lo no berço
  • Não saberia o que é a imensa felicidade de ver um filho a dar os primeiros passos, a comer sozinho, a andar de bicicleta, ou ler um livro inteiro pela primeira vez.
  • Não saberia que o riso dos meus filhos, pode alegrar o pior dos meus dias
  • Não saberia como um simples e inocente olhar de espanto, me derrete o coração
  • Não saberia o quão fantástico é assistir diariamente à evolução de uma criança que eu trouxe ao mundo
  • Não sentiria o orgulho de ver o meu filho a viver situações complicadas, e a desenvencilhar-se com base nos ensinamentos que lhe transmiti
  • Não viveria a alegria desenfreada que é ver os meus filhos a triunfar.
  • Não saberia o gratificante que é desafiar-me diariamente para ser uma mãe melhor.
  • Não saberia que ser mãe ia ajudar-me a entender algumas questões por esclarecer desde a minha infância.
  • Não saberia que ao transformar-me numa mãe ia encontrar uma versão mais profunda, mais forte, e mais verdadeira de mim própria.
  • Não saberia o que é o amor incondicional dos filhos.
  • Não sentiria a energia e a força desta poderosa forma de amar, que só uma mãe/pai conhece.
  • Não saberia que a dor e as armadilhas que nos aparecem no caminho são superadas pela beleza, alegria e pelas maravilha desta viagem.

Por tudo isto, se eu soubesse na verdade o que era a maternidade, eu teria feito tudo como fiz…!

Se calhar, teria aproveitado para dormir um pouco mais antes de ser mãe.
por Annie Reneau, Scary Mommy
imagem Luna Belle

 

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Carta de um pai para sua filha (Sobre seu futuro marido)

Por regra, quando um casal engravida do primeiro filho, é quando surgem as questões das preferências de género, e com isso os argumentos que defendem o porquê da escolha do rapaz ou da rapariga. Na verdade o que queremos é que eles sejam saudáveis, mas existir uma preferência faz parte das expectativas e da excitação da mãe e do pai.

Quando é uma rapariga o pai, embora a criança ainda esteja em fase de gestação, já começa a preocupar-se e a pré-ocupar-se com pensamentos sobre, como será quando a sua menina  trouxer o primeiro namorado para casa.

O psicólogo Dr. Kelly Flanagan, deixa-nos uma carta para a sua filha relativamente ao seu futuro marido, que pretende que todas as raparigas e rapazes possíveis futuros maridos de alguém leiam, na esperança de que reflitam sobre este tema.


«Querida “Cutie pie”,

Há uns dias eu e mãe estávamos a fazer uma pesquisa na net, e enquanto escrevíamos no motor de busca, o Google mostrou uma lista das frases mais procuradas do mundo. Empoleirado no topo da lista estava “Como mantê-lo interessado?”

Caiu-me  a ficha. Comecei a desbravar inúmeros artigos sobre “como ser sexy e sexual,” “quando levar-lhe uma cerveja vesus uma sandwich”, e “quais as maneiras de fazê-lo sentir-se inteligente e superior”.

E fiquei irritado.

Minha querida, não é, nunca foi, e nunca será uma tarefa tua “mantê-lo interessado.”

Minha querida, a tua única tarefa é saberes no fundo da tua alma – nesse lugar inabalável que não é salpicado pela rejeição, perda, e ego inchado – que tu és digna de interesse. (Se te conseguires lembrar que todas as outras pessoas também são dignas de interesse, as batalhas na tua vida estarão praticamente ganhas. Mas isso dá pano para mangas para outra carta)

Se confiares no teu valor, vais ser uma pessoa atraente no mais importante sentido da palavra: vais atrair um rapaz interessante e que vai querer passar a sua vida a investir no aumento do seu interesse por ti.

Minha querida, eu vou falar-te desse rapaz que nunca vais precisar de o “manter interessado”, porque ele sabe que tu és interessante, e ele vai manter-se interessado.

  • Não importa que ponha  os cotovelos na mesa – desde que ponha os olhos na forma como o teu nariz se enruga quando te ris. E que não consiga parar de admirar-te.
  • Não importa que não possa jogar golfe comigo – desde que brinque com os vossos futuros filhos, e que te reveja neles, quer nas suas saídas brilhantes quer nas suas frustrações.
  • Não importa que não seja muito ambicioso, desde que siga sempre o seu coração, e que o leve sempre de volta para ti.
  • Não importa que não seja um homem forte, desde que te dê espaço para usares a força do teu coração.
  • Não importa nada quais as suas convicções políticas, desde que todas as manhãs ao acordar te eleja para um lugar de honra em tua casa e no seu coração.
  • Não importa qual o tom de pele dele – desde que pinte a tela das vossas vidas com pinceis de paciência, sacrifício, vulnerabilidade e ternura.
  • Não importa se é católico, budista ou ateu – desde que tenha sido criado para valorizar o sagrado, e que como sagrado considere cada momento da vida que passa contigo, e que passam em família.

E por fim, minha querida, se conheceres um homem que reúna estas características, mas que não tenha nada em comum comigo, não te preocupes, pois teremos sempre a coisa mais importante do mundo a ligar-nos:

Temos-te a ti.

Porque no fim, minha querida, a única coisa que deves fazer para “mantê-lo interessado”, é seres tu própria.

do teu, eternamente interessado em ti,
Pai.»

Crédito texto UnTangled
Crédito Imagem popphoto

Se pretender aceder ao ficheiro de audio da carta original, clique aqui.